Na Etiópia, as mulheres começam a carregar pesados vasos com água aos 2 anos de idade. Aos 14, quando ficam grávidas, não conseguem parir o filho, porque o osso pélvico não cresceu da maneira correta e a criança não passa por ele. O parto dura cerca de 1 semana em condições precárias e o natimorto é retirado por partes.
Essas mulheres acabam com uma fístula na bexiga e ficam com incontinência urinária por anos. Saem do convívio social, perdem o marido, suas famílias não as aceitam mais. A Fistula Foundation é um centro médico localizado na cidade de Addis Ababa e opera cerca de 1.500 mulheres por ano. É a única oportunidade de cura que elas têm depois de suportar mais de 5 anos de um problema terrível, além das seqüelas, que não são poucas.
Você ainda se dá o direito de sonhar?
